Para incentivar à descoberta dos mercados de Lisboa, aqui fica mais uma sugestão do Roteiro "Em Lisboa, à Descoberta da Ciência e da Tecnologia" do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva.
Os apetitosos peixinhos-da-horta, de peixe nada têm. O seu nome
deriva provavelmente da sua semelhança com pequenos peixes fritos.
Feitos com feijão-verde cozido, passado por um polme (mistura de farinha
com ovo e água) e fritos, os peixinhos-da-horta tanto são um
tradicional acompanhamento lisboeta, como também um bom petisco.
Aventure-se! Experimente fazê-los… É uma boa desculpa para
visitar os mercados de Lisboa, como o famoso mercado da Ribeira. Mas
damos-lhe um conselho: não deixe o óleo da fritura atingir uma
temperatura muito elevada, porque isso provoca a alteração da sua
estrutura molecular, formando-se substâncias prejudiciais para a saúde.
Já agora, sabia que a tempura foi introduzida na cozinha japonesa por
missionários portugueses? Provavelmente foram os simples
peixinhos-da-horta que estiveram na origem deste popular prato japonês.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
A Química do Verniz das Unhas
O verniz para as unhas é um exemplo interessante quando se quer mostrar a importância da química no nosso dia a dia, através de exemplos inesperados…
Pois bem, sabia que os vernizes para as unhas são uma verdadeira receita química estudada ao pormenor? Quer ver?
Além da nitrocelulose que começou por ser usada em tinta para automóveis e que forma películas resistentes e de longa duração, temos ainda:
- polímeros adesivos (resinas), para garantir a boa adesão da nitrocelulose à superfície da unha;
- plastificante, embebido entre as cadeias do polímero, para tornar a película flexível, evitando que rache ou lasque facilmente;
- pigmentos (ou corantes) e partículas brilhantes para dar cor e alguns efeitos de brilho;
- E para evitar que estas partículas se acumulem no fundo do frasco, os fabricantes adicionam ainda, espessantes tixotrópicos.
As substâncias tixotrópicas são muito viscosas em repouso, mas tornam-se mais fluídas quando se agitam.
Ah! E nos bons vernizes temos ainda filtros de ultra-violeta para que o sol não altere a cor dos pigmentos.
Todos estes componentes são dissolvidos num solvente volátil, como o acetato de butilo ou o acetato de etilo, que evaporam após aplicação do verniz, deixando a película brilhante e colorida sobre a unha. É a estes solventes que devemos o característico cheiro a ….verniz!
E não vale a pena ter receio de tantos compostos químicos com nomes estranhos. De facto, ao longo dos anos as maiores alterações à fórmula do verniz de unhas foram introduzidas por questões de segurança, com alguns ingredientes prejudiciais à saúde a serem retirados ou substituídos, pelo que, pode dizer-se que os atuais vernizes para as unhas são receitas químicas testadas e perfeitamente seguras.
A química na ponta dos seus dedos, a trazer mais charme à sua vida!
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Uma bica, por favor
Aqui fica mais uma sugestão do Roteiro "Em Lisboa, à Descoberta da Ciência e da Tecnologia" do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva.
O termo "bica" surgiu na Brasileira do Chiado. Esta cafetaria fundada em 1905 vendia o "genuíno café do Brasil", bebida ainda pouco apreciada na época. Para a divulgar, davam-na a beber aos clientes. Foi um sucesso e, em 1908, a Brasileira abriu uma sala de café, novidade que rapidamente se tornou ponto de encontro das elites. Diz-se que, em resposta a reclamações sobre a qualidade do café servido em cafeteiras, o proprietário mandou que o tirassem diretamente da bica (do saco), ficando com um sabor e aroma mais intensos. O café é apreciado pelas características organolépticas e poder estimulante. Este deve-se à cafeína que, em moderação, dá bem-estar e energia, facilita a digestão e combate cefaleias. O creme sobre a bica reflete a sua qualidade e retém os aromas. Sabia que já foram identificados mais de 800 compostos no aroma do café?
O termo "bica" surgiu na Brasileira do Chiado. Esta cafetaria fundada em 1905 vendia o "genuíno café do Brasil", bebida ainda pouco apreciada na época. Para a divulgar, davam-na a beber aos clientes. Foi um sucesso e, em 1908, a Brasileira abriu uma sala de café, novidade que rapidamente se tornou ponto de encontro das elites. Diz-se que, em resposta a reclamações sobre a qualidade do café servido em cafeteiras, o proprietário mandou que o tirassem diretamente da bica (do saco), ficando com um sabor e aroma mais intensos. O café é apreciado pelas características organolépticas e poder estimulante. Este deve-se à cafeína que, em moderação, dá bem-estar e energia, facilita a digestão e combate cefaleias. O creme sobre a bica reflete a sua qualidade e retém os aromas. Sabia que já foram identificados mais de 800 compostos no aroma do café?
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
A Química do Sono
Todos sabemos a importância de uma boa noite de sono. O que nem todos sabem é que alternância entre o dormir e estar acordado resulta da ação combinada de diversas substâncias químicas no nosso cérebro.
E entre as mais importantes estão a adenosina e a melatonina, duas substâncias com um papel muito ativo na regulação do sono.
A adenosina é um produto secundário do consumo de energia pelo corpo. Os cientistas pensam que a ela se vai acumulando no nosso corpo ao longo do dia, gerando a sensação de cansaço e sonolência que marca o início do processo do sono, sendo depois removida enquanto dormimos, para acordarmos frescos como alfaces! É por isso que adormecemos mais facilmente depois de um dia cansativo e porque nos sentimos cansados quando não dormimos o suficiente!
Um dos mais fortes indícios deste papel da adenosina, é a sua competição com a cafeína. A cafeína liga-se aos mesmos recetores do cérebro que a adenosina, impedindo-a de atuar, o que explica porque é que a cafeína pode impedir-nos de adormecer. Imagine que colocamos pastilha elástica numa fechadura cuja chave é a adenosina; acabamos por conseguir abrir a porta, mas só depois de umas horas a limpar a fechadura.
A melatonina, por seu lado, é uma hormona produzida pela glândula pineal, uma estrutura no interior do cérebro. A presença de melatonina no cérebro inibe o estado de alerta e contribui para que o sono se instale.
A produção de melatonina é extremamente sensível à luz: é estimulada pelo aproximar da noite, mas é inibida logo que a retina deteta luz. A mais pequena luminosidade já reduz a produção de melatonina, o que explica porque começamos a acordar quando o sol nasce, ou porque há pessoas que só conseguem adormecer em completa escuridão.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
E vai de refresco!
Neste tempo quente, apetece um refresco. Aqui fica a sugestão do Roteiro "Em Lisboa, à Descoberta da Ciência e da Tecnologia" do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva.
Da arte caseira de fazer refrescos surgiu o capilé! Tão antigo é, que a sua receita surge no Cozinheiro Moderno, de 1780. O capilé é feito a partir de xarope de avenca, um pequeno feto herbáceo, a que se adiciona água, gelo e casca de limão. Por sua vez, para se obter o xarope, faz-se uma infusão de folhas de avenca picadas em água, adiciona-se açúcar e leva-se ao lume até atingir o ponto desejado. Finalmente aromatiza-se com água de flor de laranjeira. O objetivo da infusão é extrair da planta as moléculas das substâncias que lhe conferem aroma e propriedades terapêuticas. As folhas são picadas para destruir a sua estrutura celular e tornar mais fácil e eficiente a penetração da água e a extração. O açúcar conserva o extrato, impedindo o desenvolvimento de microrganismos. Apesar de já saber a receita, vale sempre a pena descobrir o sabor do capilé num dos belíssimos e renovados quiosques de Lisboa como o da Praça das Flores ou do Príncipe Real.
Da arte caseira de fazer refrescos surgiu o capilé! Tão antigo é, que a sua receita surge no Cozinheiro Moderno, de 1780. O capilé é feito a partir de xarope de avenca, um pequeno feto herbáceo, a que se adiciona água, gelo e casca de limão. Por sua vez, para se obter o xarope, faz-se uma infusão de folhas de avenca picadas em água, adiciona-se açúcar e leva-se ao lume até atingir o ponto desejado. Finalmente aromatiza-se com água de flor de laranjeira. O objetivo da infusão é extrair da planta as moléculas das substâncias que lhe conferem aroma e propriedades terapêuticas. As folhas são picadas para destruir a sua estrutura celular e tornar mais fácil e eficiente a penetração da água e a extração. O açúcar conserva o extrato, impedindo o desenvolvimento de microrganismos. Apesar de já saber a receita, vale sempre a pena descobrir o sabor do capilé num dos belíssimos e renovados quiosques de Lisboa como o da Praça das Flores ou do Príncipe Real.
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