Antes que termine a época dos caracóis, aqui fica a sugestão do Roteiro "Em Lisboa, à Descoberta da Ciência e da Tecnologia" do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva.
Todos os anos, de abril a setembro, é possível encontrar nos
restaurantes de toda a cidade letreiros que dizem “Há caracóis”. Os
lisboetas gostam de petiscos e, entre estes, os caracóis têm um lugar de
eleição, acompanhados por uma fresca cerveja. Estes moluscos são
consumidos pelo Homem desde o Paleolítico. De facto, são uma presa
fácil, já que se deslocam a uma velocidade de cerca de 5 metros por
hora. No entanto, a razão principal para o seu consumo deve-se ao facto
de serem um alimento muito nutritivo, rico em proteínas (aproximadamente
16%) e sais minerais como o cálcio, ferro, magnésio, zinco e cobre. Os
caracóis têm também a grande vantagem de serem de digestão fácil e muito
pouco calóricos, pois o seu teor de gordura e hidratos de carbono é
muito reduzido. Numa tarde de verão aproveite para fazer uma pausa e
deleitar-se com um dos sabores mais típicos da cidade.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
domingo, 5 de agosto de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
A Química do Álcool
Algumas substâncias químicas estão tão ligadas à nossa vida ou à nossa civilização que já nem nos referimos a elas como… substâncias químicas. É o caso da substância-tema de hoje, é um álcool, o etanol. Faz parte de uma família numerosa, que inclui membros como o metanol (que é venenoso) ou o etilenoglicol, usado como anticongelante. O etanol é o único da família produzido para consumo humano desde os alvores da civilização – razão pela qual é conhecido simplesmente por…álcool.
A química do álcool no nosso organismo – que é o mesmo que dizer “os efeitos do álcool sobre o nosso organismo” – já é bastante conhecida. Contudo, ainda existem muitos mitos associados ao álcool – por exemplo, o mito de que o álcool aquece. Na verdade, o álcool é um vasodilatador periférico, isto é, aumenta o afluxo de sangue à periferia do corpo: às mãos, aos pés, ao rosto, e toda a pele em geral. Em situações de exposição ao frio, o nosso corpo protege-se afastando o sangue dessas zonas periféricas, mantendo-o quente no interior do corpo, junto a órgãos essenciais como o coração. O álcool contraria essa medida de segurança do nosso corpo, levando o sangue quente até às extremidades – o que resulta na tal sensação de calor, mas que pode também resultar na morte por hipotermia!
Mas o álcool é um bom exemplo de que é a dose que faz o veneno. O consumo moderado de álcool não é considerado prejudicial. Há mesmo estudos que sugerem que o álcool consumido em pequenas quantidades tem efeitos positivos sobre o aparelho cardiovascular. Já o consumo excessivo está claramente associado a problemas que incluem – entre muitos outros – a hipertensão, a demência prematura, a falência do fígado e problemas de desempenho sexual. A escolha é sua…
Estamos em plenos Jogos Olímpicos... é tempo de falar de química e de desporto.
Estamos em plenos jogos olímpicos e todos acabamos por ver
alguns desportos. Já reparou certamente que alguns atletas, em particular os
que praticam ginástica e levantamento de pesos, põem na pele um pó branco. O mesmo fazem as pessoas que praticam escalada.
Sabe o que é esse pó branco e porque se aplica? O
objectivo é remover a humidade da transpiração e tornar a pele menos
escorregadia. Há alguns anos esse pó era a mesma substância do
giz que usamos para escrever, era CaCO3, obtido de calcite mineral
natural. Esta é uma rocha sedimentar que se forma em zonas marinhas profundas pela acumulação gradual de
placas muito pequenas de calcite produzidas por micro-organismos
chamados cocolitóforos. Um
bom exemplo destas rochas são as Falésias de Dover de que já falámos.
Actualmente, na maior parte dos casos, esta
substância foi substituída por outra, também um pó branco e macio, com
propriedades muito semelhantes, o carbonato
de magnésio - MgCO3. O carbonato de magnésio pode ser
extraído da natureza onde ocorre como um mineral, ou produzido através de uma série de processos químicos. O carbonato de magnésio tem muitos outros usos, por exemplo, em pastas de
dentes, na composição de extintores de
incêndio, em cosméticos, como
agente de secagem e até como laxante.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Puxe a brasa à sua sardinha
Já que estamos em tempo de sardinhas, aqui fica a sugestão do Roteiro "Em Lisboa, à Descoberta da Ciência e da Tecnologia" do Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva.

Muito do encanto de Lisboa provém das suas tradições. A sardinha assada é uma delas. À semelhança das castanhas assadas no inverno, as sardinhas são um prato obrigatório no verão, particularmente nos “Santos”, quando os bairros populares, como Alfama, se enchem de alfacinhas à sua procura. A sua fama remonta ao séc. XVIII quando a sardinha assada era vendida por vendedores ambulantes por toda a Lisboa. Rodeavam-nos os clientes, trazendo o seu pão, e ali fazendo as refeições a bom preço. As espécies de sardinha fornecem proteínas de elevado valor biológico, vitaminas e diversos minerais. Sendo peixes gordos, são ainda ricos em ácidos gordos polinsaturados, nomeadamente os ómega 3, que são benéficos para a saúde cardiovascular. Fora da época, pode encontrá-las em conservas, que são fabricadas em Portugal desde 1880. Delicie-se a comer sardinhas, a sua saúde agradece!
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Em Lisboa, à Descoberta da Ciência e Tecnologia - Sabores da Cidade
O Pavilhão do Conhecimento lançou uma série de roteiros genericamente designados "Em Lisboa, à Descoberta da Ciência e Tecnologia".
O roteiro mais recente (e em que colaborámos) denomina-se Sabores da Cidade e é assim apresentado:
Os sabores de Lisboa baseiam-se nos produtos locais e no jeito
próprio de os trabalhar, mas também no que trouxeram aqueles que aqui
aportaram. Lisboa sempre foi um ponto de encontro de gente vinda de todo
o país ou dos quatro cantos do mundo, trazendo consigo novos hábitos e
culturas. Mas foi também daqui que partiram para o mundo sabores e
técnicas gastronómicas bem portugueses, de que são exemplos a tempura e o
bolo kasutera japoneses, prováveis descendentes dos nossos peixinhos da
horta e do pão-de-ló.
Todos os pratos têm a sua ciência e muitas vezes exigem uma mão experiente que nem sempre se apercebe da semelhança do seu trabalho com a de um químico no laboratório, produzindo emulsões, extraindo aromas, concentrando soluções ou convertendo uns compostos noutros. Falar dos sabores de Lisboa é também falar dos processos físicos e químicos que os tornam possíveis e tão apetecíveis. Afinal, a culinária é uma arte com muita ciência.
http://www.pavconhecimento.pt/noticias/index.asp?id_obj=1628
O roteiro mais recente (e em que colaborámos) denomina-se Sabores da Cidade e é assim apresentado:
Todos os pratos têm a sua ciência e muitas vezes exigem uma mão experiente que nem sempre se apercebe da semelhança do seu trabalho com a de um químico no laboratório, produzindo emulsões, extraindo aromas, concentrando soluções ou convertendo uns compostos noutros. Falar dos sabores de Lisboa é também falar dos processos físicos e químicos que os tornam possíveis e tão apetecíveis. Afinal, a culinária é uma arte com muita ciência.
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