domingo, 8 de abril de 2012

A Química na Arte XXXVIII

Colesterol




Paracetamol


Loes Modderman
http://www.scienceart.nl/


Todas estas imagens são obtidas através de um microscópio de polarização.
Eles são produtos químicos
cristalizados, a área de superfície fotografada é cerca de 1 mm².

sábado, 31 de março de 2012

São horas do chá das 5 ... e da sua química (I)

Sentada numa esplanada em Lisboa, no Rossio, observo o movimento na praça:

Em cima da mesa tenho um chá, um simples chá! Mas  afinal o simples chá, não é assim tão simples...

Tal é bem demonstrado pelas regras para fazer um bom chá:

1 – Aqueça água fria.  Se a água da torneira é dura, Use água filtrada ou mineral.

2 - Enquanto a água está a aquecer, encha o bule com água quente, deixe aquecer, e escorra-o completamente.

3 – Ponha no bule 1 colher de chá  de chá para cada chávena. Algumas pessoas, especialmente as que tomam leite com o chá, adicionam uma colher extra para o bule. Se usar um infusor, não o encha demasiado.

4 - Para chá preto, deixe a água ferver e retire-a logo do lume.

5 - Para chás verdes e brancos, retire a água do lume antes de começar a ferver, 74 -77 ºC. Ou adicione 1 parte de água fria para 4 partes de água a ferver. 


6 – Encha o bule com a água, tape o bule e deixe o chá abrir durante o número correcto de minutos, dependendo do tipo de folha.  Em geral, para os chás pretos 4 a 5 minutos e para os chás verdes não mais de 3 minutos. 

Fique atento... nas próximas semanas vamos discutir algumas das razões (químicas) para estas regras. A química do chá é bem interessante!

Embalagem em atmosferas modificadas


Em muitos dos alimentos que consumimos o ar no interior da embalagem foi substituído por outras misturas de gases - embalagem em atmosfera modificada ou atmosfera protectora. Esta técnica é usada para prolongar o tempo de vida e manter a qualidade dos alimentos. De facto, permite:

- Preservar o aspecto, cor, sabor, textura, cheiro...
- Minimizar a utilização de conservantes.
- Evitar ou retardar as degradações enzimáticas e microbianas.
- Criar embalagens mais atractivas e sugestivas.       

Os gases utilizados são normalmente aqueles que existem na atmosfera, mas que no interior da embalagem se encontram em proporções diferentes daquelas em que estão no ar.

A composição das misturas de gases usados dependem do alimento e do tipo de mecanismos de degradação. Em geral:

O oxigénio (O2 ) – está presente em quantidades reduzidas para evitar reacções de oxidação, um factor significativo nos processos de deterioração dos alimentos  e o desenvolvimento de micro-organismos aeróbicos.

O dióxido de carbono (CO2 ) - é usado por ter um efeito bacteriostático, retardando o desenvolvimento de bactérias.

O azoto (N2 ) – tem como função deslocar e substituir o oxigénio e, sendo um gás muito inerte, não vai causar alterações nos alimentos. O facto da embalagem estar "bem cheia" de gás ajuda ainda a proteger alimentos frágeis de serem quebrados ou esmagados.

Podem nalguns casos ser usados também gases nobres ou concentrações elevadas de O2. O tipo de atmosfera modificada depende muito das características do alimento.
 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A Química na Arte XXXVII

Biblioteca da Faculdade de Ciências e Tecnologia

Água.Cor.Mancha.
Ritmo.Rapidez.Sal.
Caos.Transformação.Ordem.
Emoção.Criação.Significação.
Água.Sal.Vida
Estas aguarelas ganham vida própria ao aproximarem-se do léxico emocional de cada
observador, tornando-o assim parte integrante e essencial do processo criativo-estético
e convidando-o a estabelecer um diálogo introspectivo, ou uma “ligação química”,com
estas e comigo.
                                                                                                   Rita Nunes da Ponte



O sal de cozinha, o cloreto de sódio...
tão familiar, tão do nosso quotidiano...
o mais famoso composto contendo sódio...
Há milhões de anos que o sódio é levado das rochas e solos para rios e oceanos…
Ele intensifica sabores, possibilita meios aquáticos com salinidade apropriada ao desenvolvimento da vida... quase tornou um mar em “mar morto”...
Faz parte da nossa dieta, é constituinte do nosso corpo...
Do cloreto de sódio em água… iões positivos de sódio e iões negativos de cloreto dissociam-se. A eletroneutralidade é quebrada. Os iões libertam-se… Soluções saturadas de cloreto de sódio podem originar cristais que surpreendem pela forma e tamanho...
Com este sal, usado soluções aquosas de corantes apropriados, Rita Nunes da Ponte vem propôr uma forma imaginada de criar imagens, impressões difusionais impostas pelo cloreto de sódio, que nos transportam para um mundo novo (quase irreal). Um mundo imaginário onde, pelas leis da química e da física, sal e seus iões ditam formas e texturas que nos surpreendem... Como se iões, em interação com a solução, deixassem pegadas ditadas pelas forças interatómicas impondo redes intrincadas na estrutura da água, rearranjando os corantes. Um mundo microscópico visualizado macroscopicamente... Uma visão de Química e Arte...
                                                                         José J. G. Moura, Diretor Biblioteca
                                                                      Fernando Santana, Diretor FCT-UNL