domingo, 15 de janeiro de 2012

A Química na Arte XXXVI

Para comemorar o Ano Internacional da Química  a revista Chem 13 News , o Departamento de Química da Universidade de Waterloo e a Faculdade de Ciências, Waterloo, Ontário, Canadá,  incentivaram professores e  e estudantes de todo o mundo a adoptar um elemento e o interpretar artisticamente. O projecto criou uma tabela periódica que é como que um mosaico de ciência e arte.  


Veja-a AQUI com mais detalhe e clique em cada elemento para ver quem o criou e ler informações sobre o processo criativo e sobre o elemento em questão.

Destacamos um deles, criado por alunos portugueses da Escola Secundária Infante D. Henrique no Porto.

Que descrevem assim o seu processo criativo:
Európio: O európio é o elemento químico com número atómico 63. Descoberto na Europa, o que nos levou a ilustrá-lo com o mapa da Europa. O patrono da nossa escola é o Infante D. Henrique, que no século XVI promoveu os descobrimentos que deram novos mundos ao Mundo. Nossa escola está localizada no Porto, uma cidade costeira no extremo sudoeste da Europa (conforme indicado pelo pino vermelho na imagem). Para representar o símbolo químico adoptamos o astrolábio, um instrumento utilizado para auxiliar a navegação pela Marinha portuguesa. Incluímos reatores nucleares dado que o európio actua como um absorvente de neutrões e, portanto, é usado em barras de controle de reactores nucleares.

http://chemistry.uwaterloo.ca/iyc/europium

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Chocolate Chantilly

(De "A Cozinha é um Laboratório" de Margarida guerreiro e Paulina Mata)
Clique nas imagens para as ver maiores.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Chocolate e Água - serão mesmo inimigos?

Quem tem que derreter chocolate certamente também já ouviu dizer que há que ter bastante cuidado com a água. De facto uma colher molhada, um pouco de vapor quando se derrete em banho-maria, ou qualquer gota de água que por acaso entre em contacto com o chocolate deixa-o numa massa granulosa. Derretê-lo torna-se uma tarefa quase impossível... ao aquecê-lo ele não derrete e pode mesmo queimar-se.
Não sei se reparou, mas eu disse “tarefa quase impossível”, porque de facto há solução. O segredo é juntar mais água. Se a quantidade de água for pelo menos uma colher de sopa por cada 50 g de chocolate, vai ver que ele derrete bem. Se calhar não dá para usar esse chocolate nuns bombons ou qualquer outra aplicação que o exija puro, no entanto pode usá-lo numa mousse.
Aliás, é um bom  método que uso para derreter chocolate para mousse – 200 g de chocolate, 4 ou 5 colheres de sopa de água (ou sumo de laranja, ou outro líquido que vá aromatizar a mousse) e em menos de 1 minuto no micro-ondas o chocolate está derretido. Depois é só mexer para homogeneizar.

O chocolate é essencialmente composto por finas partículas de pó de cacau dispersas em manteiga de cacau, pode conter ainda outras gorduras, emulsionantes (normalmente lecitina) e açúcar. O açúcar tem uma grande afinidade com a água e na presença desta as partículas de açúcar do chocolate juntam-se a ela e o chocolate fica granuloso. A única forma de resolver o problema é deitar uma quantidade maior de água, para que as partículas de açúcar fiquem todas humedecidas e se separem. Desta forma é possível ter de novo o chocolate com um aspecto homogéneo e cremoso.
No armazenamento de chocolate líquido, na produção industrial, um aspecto a ter em conta é a humidade do ar. Se esta for elevada o chocolate vai “retirar” água do ar e a sua viscosidade aumenta. tornando difícil o processamento posterior.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Terminou o Ano Internacional da Química


Terminou o ano de 2011, e com ele terminou o Ano Internacional da Química, e o desafio a que nos propusemos: 

Durante 2011, o Ano Internacional da Química, colocaríamos neste blog, que criámos para esse efeito, pelo menos um post por dia.

Foi com alegria que terminámos ano tendo cumprido escrupulosamente aquilo a que nos propusemos.

Agradeço a colaboração de Ana Lourenço, Lucília Mata, Luís Araújo, Luísa Ferreira e Margarida Guerreiro para levar a cabo esta tarefa.

Inicialmente a ideia era este blog terminar no final de 2011. Contudo, foi um desafio que deu muito trabalho, mas também prazer, e que faz sentido continuar. A partir de hoje a periodicidade será bem menor, mas continuarei a manter vivo este blog.

Desejo-vos um bom 2012.

Paulina Mata

sábado, 31 de dezembro de 2011

Um brinde a 2012 com muita Química

Hoje termina 2011. Um novo ano vai começar repleto de desafios... Mais do que nunca é importante ser optimista! Brindemos então 2012 com Champagne (ou um bom Espumante português).  Melhor do que isso, façamo-lo conhecendo mais sobre a Química relacionada com estes vinhos...


Lamentamos mas o vídeo, que era muito interessante, não está mais disponível.

Para terminar o Ano Internacional da Química em Beleza...

Deixamos-vos hoje um video do site Nobelprize.org - The Official Web Site of the Nobel Prize denominado:

Chemistry Matters: Beauty

Veja AQUI

 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Perfumes


A palavra Perfume deriva do latim per “através” e  fumun “fumo”, e pode ter sido originalmente aplicada a aromas transportados pelo fumo de insenso ou plantas aromáticas usados em cerimónias religiosas. Hoje a variedade de perfumes é muita e são utilizados para proporcionar um aroma agradável e duradouro ao ambiente, a objectos e, principalmente, ao corpo humano.

Os perfumes são o produto de uma longa história de variações na popularidade de diferentes aromas e nos métodos para os misturar. Os perfmes modernos são misturas de compostos químicos sintéticos, óleos de origem animal e extractos de plantas, dissolvidos em álcool (10% a 25 %) e a que por vezes é adicionada também água. A concentração dos aromas no álcool é que vai definir como são designadas as misturas. Um perfume é sempre mais concentrado, enquanto uma água de colónia é mais diluída (cerca de 10% de compostos responsáveis pelo aroma).

Os perfumistas modernos têm disponíveis mais de 4000 substâncias de origem animal ou vegetal e de 2000 compostos químicos sintéticos, que podem ser combinados numa quantidade ilimitada de fórmulas. Um perfume pode ser formado por uma mistura com até cerca de 300 componentes. 

O efeito de um perfume varia ao longo do tempo e é principalmente definido pelo tipo de aromas presentes. As diferentes fases de percepção de um perfume, podem ser assim definidas:

Notas de Saída ( ou Cabeça) – O primeiro impacto, o que causa a primeira impressão e desperta o interesse. Vem de componentes que vaporizam facilmente e chegam inicialmente ao nariz. Um exemplo típico é o fenilacetaldeído, que dá o aroma característico de jacintos e lilazes. São também notas frescas como limão, bergamota, laranja, pinho, lavanda e eucalipto.



Notas de Corpo (ou Coração) – O aroma que se sente mais, são notas que dão a personalidade ao perfume, produzidas por compostos menos voláteis, que evaporam mais devagar e  são sentidas assim que o perfume "desaparece" na pele. Um exemplo é o 2-feniletanol com o seu aroma a rosas. São notas mais encorpadas como as de flores, folhas e especiarias.


Notas de Base (ou Fundo) – São os aromas residuais, o últimos a serem percebidos e os que permanecem por mais tempo. Tansportados por substâncias como a civetona, um composto orgânico cíclico com um odor almiscarado. São notas densas, como as de resinas, de madeiras e as de origem animal.