sábado, 31 de dezembro de 2011

Para terminar o Ano Internacional da Química em Beleza...

Deixamos-vos hoje um video do site Nobelprize.org - The Official Web Site of the Nobel Prize denominado:

Chemistry Matters: Beauty

Veja AQUI

 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Perfumes


A palavra Perfume deriva do latim per “através” e  fumun “fumo”, e pode ter sido originalmente aplicada a aromas transportados pelo fumo de insenso ou plantas aromáticas usados em cerimónias religiosas. Hoje a variedade de perfumes é muita e são utilizados para proporcionar um aroma agradável e duradouro ao ambiente, a objectos e, principalmente, ao corpo humano.

Os perfumes são o produto de uma longa história de variações na popularidade de diferentes aromas e nos métodos para os misturar. Os perfmes modernos são misturas de compostos químicos sintéticos, óleos de origem animal e extractos de plantas, dissolvidos em álcool (10% a 25 %) e a que por vezes é adicionada também água. A concentração dos aromas no álcool é que vai definir como são designadas as misturas. Um perfume é sempre mais concentrado, enquanto uma água de colónia é mais diluída (cerca de 10% de compostos responsáveis pelo aroma).

Os perfumistas modernos têm disponíveis mais de 4000 substâncias de origem animal ou vegetal e de 2000 compostos químicos sintéticos, que podem ser combinados numa quantidade ilimitada de fórmulas. Um perfume pode ser formado por uma mistura com até cerca de 300 componentes. 

O efeito de um perfume varia ao longo do tempo e é principalmente definido pelo tipo de aromas presentes. As diferentes fases de percepção de um perfume, podem ser assim definidas:

Notas de Saída ( ou Cabeça) – O primeiro impacto, o que causa a primeira impressão e desperta o interesse. Vem de componentes que vaporizam facilmente e chegam inicialmente ao nariz. Um exemplo típico é o fenilacetaldeído, que dá o aroma característico de jacintos e lilazes. São também notas frescas como limão, bergamota, laranja, pinho, lavanda e eucalipto.



Notas de Corpo (ou Coração) – O aroma que se sente mais, são notas que dão a personalidade ao perfume, produzidas por compostos menos voláteis, que evaporam mais devagar e  são sentidas assim que o perfume "desaparece" na pele. Um exemplo é o 2-feniletanol com o seu aroma a rosas. São notas mais encorpadas como as de flores, folhas e especiarias.


Notas de Base (ou Fundo) – São os aromas residuais, o últimos a serem percebidos e os que permanecem por mais tempo. Tansportados por substâncias como a civetona, um composto orgânico cíclico com um odor almiscarado. São notas densas, como as de resinas, de madeiras e as de origem animal.




quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mandioca - um exemplo de como se transformou uma planta potencialmente tóxica, num alimento

Mandioca é o nome pelo qual são conhecidas diversas variedades de raízes comestíveis de plantas do género Manihot.   

Originária do continente americano, provavelmente do Brasil, a mandioca já era cultivada pelos índios, por ocasião da descoberta do país. Foi levada para outros pontos do planeta, principalmente para África, onde constitui, em muitos casos, a base da dieta alimentar.  A cultura da mandioca está estabelecida, mundialmente, entre as latitudes 30º N e 30º S, principalmente nas zonas tropicais das Américas, África e Ásia. A mandioca é um alimento, frequentemente a principal fonte de hidratos de carbono, presente quotidianamente nas refeição de cerca de 1 bilião de pessoas em 105 países, sobretudo nos países em desenvolvimento. É a terceira fonte de calorias, depois do arroz e do milho.

A parte mais importante da planta é a raiz. Rica em amido, utilizada na alimentação humana e animal ou como matéria prima para diversas indústrias. Existem diversas variedades da planta que diferem nas cores de folhas, caules e raíz, bem como sua forma, mas também  por apresentarem, naturalmente, nas raízes e nas folhas glicosídeos cianogénicos  (sendo o principal a linamarina) que ao serem ingeridos e metabolizados levam à produção de ácido cianídrico (HCN), que representa um sério perigo para a saúde, podendo causar danos neurológicos importantes e até a morte.


No Brasil, se dividem as diferentes variedades em mandioca mansa ou doce e mandioca brava ou amarga,  estando a diferença relacionada principalmente com o teor de compostos que poderão originar a libertação de ácido cianídrico.  De facto, todas as variedades de mandioca, mansa ou brava, apresentam uma quantidade variável de ácido cianídrico (HCN). Por este ser um forte veneno, poucas podem ser consumidas sem um prévio processamento adequando para eliminar a toxicidade.

As raízes da mandioca conhecidas como mandioca mansa ou doce não têm sabor amargo, contêm baixo teor de ácido cianídrico, menos de 50mg de HCN/kg de raiz sem casca, e podem ser consumidas cozidas, fritas ou assadas. Este tipo de processamento é suficiente as tornar seguras. 


Já as raízes da mandioca brava ou amarga têm sabor amargo, e apresentam um alto teor de ácido cianídrico, acima de 100mg de HCN/kg de raiz sem casca, e só podem ser consumidas após serem processadas na forma de farinha, fécula e outros produtos.


O que é extremamente interessante é que as populações locais aprenderam empiricamente a processar a mandioca de forma adequada para a poderem usar como alimento.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Parabéns à Sociedade Portuguesa de Química



A Sociedade Portuguesa de Química faz hoje 100 anos!

Foi com efeito em 28 de Dezembro de 1911 que, a convite de António Joaquim Ferreira da Silva (1853-1923), professor da Universidade do Porto e fundador da Revista de Chimica Pura e Applicada, um grupo de químicos de todo o país se reuniu no Laboratorio de chimica mineral da Escola Polytechnica (Faculdade de Sciencias), em Lisboa, fundando a Sociedade Chimica Portugueza.

O primeiro Directório da sociedade tinha a seguinte constituição:
Presidente: Ferreira da Silva
Vice-Presidentes: Aquiles Machado e Álvaro Basto
1º Secretário: Hugo Mastbaum
2º Secretário: Cardoso Pereira
Tesoureiro: Amando de Seabra
Vogais: Carlos von Bonhorst, César Lima e Pereira Salgado.

A primeira sessão científica da sociedade realizou-se em 26 de Janeiro de 1912, no mesmo local.


Poderá encontrar muita informação sobre a história da SPQ e sobre outros assuntos de química pesquisando no site da SPQ várias publicações disponíveis on-line e com acesso livre.

Cozinhar brócolos é mesmo um molho de brócolos


Clique nas imagens para as ver maiores.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Estalactites e Estalagmites

As estalactites e estalagmites, surgem em grutas com rochas de carbonato de cálcio, particularmente calcite. Quando a água da chuva cai, o dióxido de carbono (CO2) do ar dissolve-se nela e formam-se soluções levemente ácidas Quando esta água, ácida, cai numa gruta e escorre através das rochas, o carbonato de cálcio insolúvel transforma-se em bicarbonato de cálcio sólúvel. 

Ao longo dos séculos, este processo produz grandes grutas. Porém a reacção é reversível, ou seja, o bicarbonato de cálcio pode voltar a converter-se em carbonato de cálcio insolúvel. 

Quando a água saturada  com bicarbonato de cálcio (tendo dissolvido o máximo possível), pinga do tecto de uma gruta e evapora, fica ali depositado um pouco de carbonato de cálcio que vai formando a estalactite. Como a água continua a escorrer, o comprimento e a espessura da estalactite aumenta. Formar uma estalactite demora muitos anos, geralmente crescem 0,5 cm e 2,5 cm em cada século.


(Foto DAQUI)
 
Mas o processo não termina aí. A água que pinga de uma estalactite cai no chão da gruta e ao evaporar aí começam a formar-se depósitos de carbonato de cálcio e começa a formar-se uma estalagmite. 


É por isso que se costumam encontrar estalactites e estalagmites aos pares, e às vezes até se juntam para formar uma coluna.

 (Imagem DAQUI)


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Todos diferentes, todos carbonato de cálcio...


Uma das rochas mais comuns na Terra é o calcário, que é carbonato de cálcio (CaCO3).  

Na natureza, o carbonato de cálcio surge  em muitos formas diferentes. O mármore é carbonato de cálcio, também o são as conchas, as cascas dos ovos, a calcite, o travertino, a aragonite, o coral, o giz, e as estalagmites e estalactites das grutas.

São de carbonato de cálcio muitas coisas belíssimas.


O Taj Mahal, resplandecente na sua majestade solene;


A famosa Rocha de Gibraltar, um símbolo de estabilidade;


As Falésias de Dover, brancas como neve, na sua austeridade sombria;


A imansa Barreira de Corais da Austrália que se estende pelo Mar de Coral;


O Coliseu de Roma, com a sua história bárbara,


As enigmáticas pirâmides resistindo em silêncio;


As formações da Gruta de Mammoth, com a sua rica variedade
 

A fórmula, em  todos os casos, é:
  CaCO3