segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Moldes de alginato

Nos últimos dias falámos várias vezes de alginatos e da sua utilização na alimentação, embora eles tenham uma enorme variedade de aplicações noutras áreas. Sabia que também são usados pelos dentistas para fazer moldes dos dentes?

De facto há material de moldagem usado pelos dentista à base de alginato que consiste num pó, alginato de sódio ou de potássio misturado com sulfato de cálcio,  que quando misturado com água forma um gel de fixação rápida. Já lhe tinhamos dito que na presença de cálcio o alginato gelifica, neste processo o cálcio substitui os iões de sódio ou potássio, permitindo a interligação de algumas zonas das cadeias de alginato e resultando na formação de um gel. Os fabricantes adicionam ainda outras substâncias para controlar a consistência, tempo de gelificação, elasticidade, força e estabilidade.

O alginato pode ainda ser usado para fazer moldes de outras partes do corpo, ou de outros objectos. Veja aqui por exemplo a realização de um molde de uma cara:


domingo, 30 de outubro de 2011

A Química na Arte XXVII

Se puder, não deixe de ir ver!



INVULGAR – que não é vulgar, comum; especial, raro, incomum (Dic. Houassis).

... pois é. FALÁCIA não é um espectáculo qualquer mas, na realidade será um espectáculo INVULGAR!... Invulgar porque não é uma coisa que se veja todos os dias. Invulgar porque talvez nunca mais volte a ter a possibilidade de ver.

Nesta peça – FALÁCIA – há um debate vivo, audacioso e cativante, com sentimentos amorosos a cruzarem-se e a prender o espectador pelo “bico”. Num importante museu europeu, em Viena de Áustria, encontra-se a estátua de um rapaz nu, atribuída à era romana e que é a jóia da coroa do museu. Mas a ciência, através da química, desmistifica aquela era. E o valor artístico da obra, para além da data da sua feitura? – Aqui está um espectáculo para quem se interessa por tudo que é importante na vida mas, muito especialmente, para quem se interessa por QUÍMICA e/ou MUSEOLOGIA.



O autor – Carl Djerassi – já esteve em Portugal, na Seiva Trupe, há 4 anos, assistindo a uma sua obra teatral – Oxigénio – que também foi um grande sucesso. Agora, Djerassi regressa ao n/ país para estar presente na estreia de FALÁCIA e nessa altura a Universidade do Porto irá nomeá-lo Doutor Honoris Causa, integrando o evento nas comemorações do Centenário da Universidade e no Ano Internacional da Química.

Espectáculo, também integrado nas comemorações do 70º Aniversário da Liga Portuguesa Contra o Cancro.




A direcção tem a assinatura de Júlio Cardoso.
Os cenários são da autoria do Professor José Carlos Barros e no elenco teremos António Reis, Clara Nogueira, Joana Esteves, Joana Estrela, Joel Sines e Jorge Loureiro.


Retirado de http://www.seivatrupe.pt/

Mas quem é Carl Djerassi? 

Carl Djerassi nasceu em Viena, Áustria, em 29 de Outubro de 1923, mas foi educado nos Estados Unidos e tem nacionalidade norte-americana. Notabilizou-se como cientista na área da química, sendo conhecido, sobretudo, pelo seu decisivo contributo no desenvolvimento da pílula anticoncepcional. É também autor de uma importante obra literária, onde avultam peças de teatro, contos, poemas, novelas, textos memorialistas e uma autobiografia que ilustram o lado humano da ciência e os conflitos interiores que os cientistas enfrentam. Duas das suas peças, Oxigénio e Falácia, foram publicadas pela U. Porto Editorial.
Licenciado em Kenyon College (1942) e doutorado na Universidade de Wisconsin (1945), Djerassi possui uma longa e prestigiada carreira académica. É autor de mais de 1200 publicações científicas e de sete monografias, tendo sido galardoado com a National Medal of Science (em 1973, pela primeira síntese de um esteróide contraceptivo oral, a pílula) e com a National Medal of Technology (em 1991, por ter desenvolvido novas estratégias para o controlo de insectos).
Actualmente, é professor emérito de Química da Universidade de Stanford e membro da Academia Nacional das Ciências dos Estados Unidos e da Academia Americana das Artes e Ciências, assim como de várias academias estrangeiras.

Djerassi recebeu, por diversas vezes, o doutoramento honoris causa e foi distinguido com vários títulos honoríficos, de que se destacam: o primeiro Wolf Prize em Química (1978); o primeiro National Academy of Sciences Award for the Industrial Application of Science (1990); a Medal Priestley da American Chemical Society (1992); a Medalha Erasmus da Academia Europeia (2003); a Cruz de Grande Mérito da Alemanha (2003); a Medalha de Ouro do American Institute of Chemistry (2004); o Prémio Serono da Literatura (Roma, 2005); a Grande Condecoração em Prata por Serviços prestados à República da Áustria (2008); entre outras distinções. Em 2005, os correios austríacos editaram um selo em sua honra.
Carl Djerassi é o maior coleccionador privado de obras de Paul Klee e é fundador do Djerassi Resident Artists Program, na California.


(informação da Seiva Trupe)
 

       Carl Djerassi  

sábado, 29 de outubro de 2011

Azeitonas recheadas... sim também podem ter alginato!


Se comprar um frasco de azeitonas verdes recheadas com pimento e olhar para a lista de ingredientes, possivelmente vai ler qualquer coisa como:

Ingredientes
Azeitonas verdes, pasta de pimento (25%), água, sal, reguladores de acidez: ácido láctico (E270), lactato de cálcio (E327), ácido cítrico (E330),antioxidante: ácido ascórbico (E300). Espessantes alginato de sódio (E401), Goma de guar (E412)


É que aquelas tirinhas não são de pimento que foi arranjado, cozinhado, cortado em tirinhas... não era viável... o que aconteceu é que foi feita uma pasta de pimento que foi texturizada com alginato, e ainda outro gelificante chamado goma guar, e com que foram feitas longas tiras que foram depois usadas para rechear as azeitonas. Tal foi feito de forma a que essas tiras de pasta de pimento tenham uma textura semelhante a um pimento em conserva. O sabor é o mesmo também.
E não se preocupe porque não faz mal nenhum à saúde. Já lhe dissémos que o alginato está aprovado para ser usado na alimentação e não se conhecem efeitos adversos se fôr usado nas doses adequadas.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Esferificação inversa

Ao tipo de esferificação anteriormente (ontem) referida, chama-se esferificação directa, mas existe outro processo usado muitas vezes para as esferas de maiores dimensões – a esferificação inversa. 

 (imagem DAQUI)

Esta  consiste em submergir um líquido rico em cálcio (como por exemplo iogurte) ou com este adicionado, num banho de alginato. 

 (imagem DAQUI)
Esta técnica, de grande versatilidade, permite uma preparação antecipada, assim como a realização de esferas com produtos com elevado teor em cálcio e produtos alcoólicos.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Esferificação directa

Apesar dos alginatos serem muito usados pela indústria alimentar e de frequentemente ingerirmos alimentos com alginatos, o que tornou estas substâncias "famosas" foi a sua utilização na cozinha por Ferran Adrià, chefe do restaurante El Bulli na Catalunha.

Usando a propriedade dos alginatos de gelificar em presença de cálcio, Ferran Adrià desenvolveu uma técnica culinária a que chamou esferificação.


A “esferificação” permite a elaboração de pequenas esferas com qualquer líquido. Para tal basta dissolver alginato no líquido que se pretende esferificar e deixar cair este (a técnica usada para isso depende do tamanho das esferas desejadas) numa solução rica em cálcio. Forma-se imediatamente uma película externa gelificada, que contém o líquido no seu interior. A este tipo de esferificação chama-se "esferificação directa".

Esta técnica permite obter esferas de diferentes tamanhos: "caviares" (esferas de pequenas dimensões) até esferas de maiores dimensões, do tamanho de gemas de ovo, podendo introduzir-se ainda elementos sólidos dentro destas. 




Estas esferas devem contudo ser preparadas apenas na altura de servir, sobretudo as de menores dimensões, pois o cálcio migra para o interior e ao fim de alguns minutos toda a esfera está sólida, perdendo-se bastante o sabor do líquido que foi esferificado.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Os alginatos que as algas nos dão

Os alginatos são hidratos de carbono (polissacáridos - moléculas longas formadas pela interligação de moléculas de açúcares simples) que se extraem de algumas algas castanhas, Phaeophyceae
Estas algas produzem uma mistura de vários sais do ácido algínico, os alginatos, que são uma componente das suas células que confere aos organismos muita flexibilidade e que são a matéria prima base para a produção industrial de alginatos.
 

Os alginatos têm uma grande variedade de aplicações devido às suas propriedades de:
-retenção da água;
-gelificantes;
-espessantes;
-estabilizantes.

Para a formação de géis (redes tridimensionais que retêm a água no interior) as cadeias dos alginatos ligam-se entre si na presença de iões cálcio.



Os alginatos são usados em cosmética, na indústria farmacêutica e na indústria alimentar, neste caso, por exemplo, como estabilizantes, espessantes ou agentes gelificantes em molhos, sobremesas, gelados, produtos cárneos e produtos reconstituídos da batata.


De facto, o ácido algínico e os alginatos fazem parte dos aditivos alimentares permitidos pela legislação comunitária europeia, conhecidos pela designação de E’s. São todos considerados inofensivos e alguns (E400, E401, E402) são mesmo admitidos em alimentos certificados como biológicos e em alimentos destinados a bebés.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O calendário de Outubro fala-nos de um tipo de medicamentos muito útil...

O tema do calendário de Outubro está relacionado com a saúde. É uma oportunidade de aprender mais sobre antibióticos...

The Chemistry Calendar for the 

International Year of Chemistry 2011

Outubro