segunda-feira, 25 de abril de 2011

Para assinalar o 25 de Abril...

Para assinalar o 25 de Abril. aqui fica uma experiência que pode fazer com cravos:




http://www.cienciaviva.pt/projectos/pollen/livroPT_pollen.pdf

Aspirina


Durante séculos as pessoas mastigavam casca de salgueiro para aliviar as dores (Hippocrates  já o recomendava há 2400 anos). 

Em 1860 um químico orgânico extraiu um composto, o ácido salicílico, da casca do salgueiro e pouco tempo depois descobriu-se que esse composto era o responsável por aliviar a dor. Os médicos começaram imediatamente a prescrever ácido salicílico aos seus doentes porque este era eficiente, mas tinha inconvenientes – um sabor desagradável e irritava a boca e o estômago.

Em 1983 um químico da Bayer, na Alemanha, preparou um derivado do ácido salicílico (ácido acetilsalicílico)e a Bayer chamou-lhe aspirina.


A aspirina revelou ser muito eficiente,  tanto como o ácido salicílico ou ainda melhor, a aliviar as dores, a febre e os inchaços provenientes e lesões, e não tinha os seus inconvenientes. De facto é muito segura e com poucos efeitos secundários. A sua utilização cresceu rapidamente e tornou-se num dos medicamentos mais utilizados .


domingo, 24 de abril de 2011

Para Assinalar a Páscoa...


Para assinalar a Páscoa, aqui fica uma experiência com ovos.
http://www.cienciaviva.pt/projectos/pollen/livroPT_pollen.pdf

O agar que as algas nos dão

A palavra AGAR é de origem Malaia, tendo o agar sido descoberto e utilizado no Oriente desde o séc XVII. No Japão é conhecido como “Kanten”, na China é “Dongfen”, tendo ainda inúmeras outras designações.
O agar é usado há alguns séculos nas cozinhas asiáticas para fabricar “gelatinas” e também como espessante em sopas e molhos.
Durante o século XIX foi importado para os países europeus, para fabricar sobremesas, e posteriormente passou a ter outras aplicações na indústria alimentar. Como mantém a estrutura de gel, mesmo a temperaturas altas, é ideal para fabricar “gelatinas” em climas tropicais.

É extraído de algumas algas vermelhas marinhas da classe Rodophyceae. Tais algas são denominadas agarófitas, sendo as principais espécies de valor comercial a Gracilária, a Gelidium e a Pterocladia. O teor de agar nestas algas varia de acordo com as condições do meio: a concentração de dióxido de carbono e de oxigénio da água do mar, a sua temperatura e intensidade de radiação solar.
As algas são em geral apanhadas manualmente, por pescadores, em zonas pouco profundas e na maré baixa ou, por mergulhadores munidos de equipamentos adequados. Depois de colhidas, as algas são secas ao sol até atingirem um nível de humidade ideal para o seu processamento. Após o tratamento industrial, o agar é comercializado sob diversas formas: pó, flocos e barras.
O agar é um dos espessantes/gelificantes usados na culinária. Trata-se dum hidrato de carbono, com um grande poder de gelificação (superior ao da gelatina), e que não é absorvido pelo organismo, funcionando assim como uma fibra alimentar. Estruturalmente é uma complexa mistura de polissacáridos (hidratos de carbono de cadeia longa) que constituem duas fracções: a agarose, moléculas lineares que têm função de gelificante, e a agaropectina, moléculas ramificadas, fracção não-gelificante
 O mais importante é que se mantém na fase semi-sólida mesmo a temperaturas superiores à ambiente, permitindo assim combinações de texturas e de temperaturas menos vulgares e até surpreendentes. De facto gelifica entre 32º e 45º e só volta a liquefazer-se entre 85º e 95º.
Usando um tubo de plástico e uma seringa, podem fazer-se esparguetes de sumos de fruta em que dissolvemos agar (com uma concentração de 1%).
Uma nova e divertida forma de comer o sumo. E também muito bonita! Não acham?


sábado, 23 de abril de 2011

O que é caramelizar o açúcar?

A caramelização dos açúcares é uma das operações culinárias levadas a cabo a temperaturas elevadas, superiores a 150oC. 
A energia fornecida quando se aquece o açúcar a estas temperaturas vai fazer com que as suas moléculas se alterem. Ocorre então uma série de reacções químicas que dão origem a uma enorme variedade de moléculas de tamanhos diferente, muitas delas voláteis e outras coloridas. 
O processo é de tal forma complexo que, apesar de bastante estudado, ainda não está completamente compreendido. Felizmente tal não é essencial para nos deleitarmos com o sabor de um bom caramelo numa das nossas sobremesas preferidas.
Há, no entanto, que ter cuidado a caramelizar, pois se a temperatura atingir valores demasiado altos, o sabor passa a ser amargo e desagradável e pode mesmo acabar-se pura e simplesmente com uma camada de carvão.

sexta-feira, 22 de abril de 2011