O verniz para as unhas é um exemplo interessante quando se quer
mostrar a importância da química no nosso dia a dia, através de exemplos
inesperados…
Pois bem, sabia que os vernizes para as unhas são uma verdadeira receita química estudada ao pormenor? Quer ver?
Além da nitrocelulose que começou por ser usada em tinta para
automóveis e que forma películas resistentes e de longa duração, temos
ainda:
- polímeros adesivos (resinas), para garantir a boa adesão da nitrocelulose à superfície da unha;
- plastificante, embebido entre as cadeias do polímero, para tornar a
película flexível, evitando que rache ou lasque facilmente;
- pigmentos (ou corantes) e partículas brilhantes para dar cor e alguns efeitos de brilho;
- E para evitar que estas partículas se acumulem no fundo do frasco, os fabricantes adicionam ainda, espessantes tixotrópicos.
As substâncias tixotrópicas são muito viscosas em repouso, mas tornam-se mais fluídas quando se agitam.
Ah! E nos bons vernizes temos ainda filtros de ultra-violeta para que o sol não altere a cor dos pigmentos.
Todos estes componentes são dissolvidos num solvente volátil, como o
acetato de butilo ou o acetato de etilo, que evaporam após aplicação do
verniz, deixando a película brilhante e colorida sobre a unha. É a estes
solventes que devemos o característico cheiro a ….verniz!
E não vale a pena ter receio de tantos compostos químicos com nomes
estranhos. De facto, ao longo dos anos as maiores alterações à fórmula
do verniz de unhas foram introduzidas por questões de segurança, com
alguns ingredientes prejudiciais à saúde a serem retirados ou
substituídos, pelo que, pode dizer-se que os atuais vernizes para as
unhas são receitas químicas testadas e perfeitamente seguras.
A química na ponta dos seus dedos, a trazer mais charme à sua vida!
Episódio da série A Química das Coisas