sábado, 31 de Março de 2012

São horas do chá das 5 ... e da sua química (I)

Sentada numa esplanada em Lisboa, no Rossio, observo o movimento na praça:

Em cima da mesa tenho um chá, um simples chá! Mas  afinal o simples chá, não é assim tão simples...

Tal é bem demonstrado pelas regras para fazer um bom chá:

1 – Aqueça água fria.  Se a água da torneira é dura, Use água filtrada ou mineral.

2 - Enquanto a água está a aquecer, encha o bule com água quente, deixe aquecer, e escorra-o completamente.

3 – Ponha no bule 1 colher de chá  de chá para cada chávena. Algumas pessoas, especialmente as que tomam leite com o chá, adicionam uma colher extra para o bule. Se usar um infusor, não o encha demasiado.

4 - Para chá preto, deixe a água ferver e retire-a logo do lume.

5 - Para chás verdes e brancos, retire a água do lume antes de começar a ferver, 74 -77 ºC. Ou adicione 1 parte de água fria para 4 partes de água a ferver. 


6 – Encha o bule com a água, tape o bule e deixe o chá abrir durante o número correcto de minutos, dependendo do tipo de folha.  Em geral, para os chás pretos 4 a 5 minutos e para os chás verdes não mais de 3 minutos. 

Fique atento... nas próximas semanas vamos discutir algumas das razões (químicas) para estas regras. A química do chá é bem interessante!

Embalagem em atmosferas modificadas


Em muitos dos alimentos que consumimos o ar no interior da embalagem foi substituído por outras misturas de gases - embalagem em atmosfera modificada ou atmosfera protectora. Esta técnica é usada para prolongar o tempo de vida e manter a qualidade dos alimentos. De facto, permite:

- Preservar o aspecto, cor, sabor, textura, cheiro...
- Minimizar a utilização de conservantes.
- Evitar ou retardar as degradações enzimáticas e microbianas.
- Criar embalagens mais atractivas e sugestivas.       

Os gases utilizados são normalmente aqueles que existem na atmosfera, mas que no interior da embalagem se encontram em proporções diferentes daquelas em que estão no ar.

A composição das misturas de gases usados dependem do alimento e do tipo de mecanismos de degradação. Em geral:

O oxigénio (O2 ) – está presente em quantidades reduzidas para evitar reacções de oxidação, um factor significativo nos processos de deterioração dos alimentos  e o desenvolvimento de micro-organismos aeróbicos.

O dióxido de carbono (CO2 ) - é usado por ter um efeito bacteriostático, retardando o desenvolvimento de bactérias.

O azoto (N2 ) – tem como função deslocar e substituir o oxigénio e, sendo um gás muito inerte, não vai causar alterações nos alimentos. O facto da embalagem estar "bem cheia" de gás ajuda ainda a proteger alimentos frágeis de serem quebrados ou esmagados.

Podem nalguns casos ser usados também gases nobres ou concentrações elevadas de O2. O tipo de atmosfera modificada depende muito das características do alimento.