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segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Marie Curie
Faz hoje 144 anos que nasceu, em Varsóvia, Maria Salomea Sklodowska (7/11/1867), a quinta filha de Wladyslaw e Bronislawa Sklodowski. Conhecemo-la hoje pelo nome de Marie Curie.
Quando as Nações Unidas declararam que 2011 seria o Ano Internacional da Química, fizeram-no em parte porque o ano de 2011 coincidiu com o 100º aniversário do Prémio Nobel de Química atribuído a Marie Curie.
Marie Curie recebeu uma educação completa em química na Polónia, antes de se formar em física e matemática pela Sorbonne, em Paris, em 1893 e 1894. Um ano antes entrar na Sorbonne, trabalhou no laboratório do Museu da Indústria e da Agricultura em Varsóvia, dirigido por Józef Jerzy Boguski, um ex-assistente de Dymitri Mendeleev. Neste laboratório, aprendeu análise química qualitativa e quantitativa, estudou a composição química dos minerais, e ganhou prática em procedimentos químicos diversos. Esta formação inicial foi decisiva para o seu trabalho futuro.
Em 1884, ano em que acabou o curso na Sorbonne, dá-se o encontro com Pierre Curie. Este encontro foi sugerido pelo professor polaco J. Wierusz-Kolwalski, para que lhe pedisse conselhos sobre investigação. No primeiro encontro discutiram o seu trabalho científico e compreenderam que tinham muito em comum. Casaram a 26 de Julho de 1895.
Viviam num pequeno apartamento perto da faculdade onde Pierre Curie era professor e onde tinha o seu laboratório, e Marie foi autorizada, excepcionalmente, a trabalhar na faculdade. Em 1896, Henri Becquerel incentivou-a a estudar as radiações, por ele descobertas, emitidas pelos sais de urânio. Juntamente com o seu marido, Marie começou, então, a estudar os materiais que produziam esta radiação, procurando novos elementos que, segundo a hipótese que os dois defendiam, deveriam existir em determinados desses minérios. Após vários anos de trabalho, isolaram dois novos elementos químicos. Ao primeiro foi dado o nome de Polónio, em homenagem à sua terra natal, e o outro Rádio, devido à sua intensa radiação.
Marie Curie é uma figura lendária da ciência, tendo o seu trabalho merecido amplo reconhecimento científico. Foi por duas vezes agraciada com o Prémio Nobel em 1903 e 1911. A primeira vez, dividiu o terceiro Prémio Nobel atribuído à Física com Henri Becquerel e Pierre Curie, metade de Henri Becquerel pela "a descoberta da radioactividade espontânea" e a outra metade para Pierre e Marie Curie pelas "suas investigações conjuntas sobre os fenómenos da radiação descoberta por Henri Becquerel ". Em 1911, Marie Curie recebeu o Prémio Nobel de Química pelos "seus serviços para o avanço da química pela descoberta dos elementos polónio e rádio, pelo isolamento do rádio e o estudo da natureza e dos compostos deste notável elemento."
Marie Curie foi a primeira mulher a ser distinguida com o Prémio Nobel em Química. Foi a primeira pessoa a receber dois Prémios Nobel em campos diferentes. A única outra pessoa, até hoje, foi outro químico, Linus Pauling. No entanto, Marie Curie foi a única pessoa a receber dois prémios Nobel em áreas científicas. Curiosamente, o prémio Nobel da Química foi-lhe atribuído no mesmo ano em que a Academia de Ciências de Paris a rejeitou para sócia, após uma votação ganha por Edouard Branly, tendo perdido a admissão apenas por um voto.
Em 1906 Pierre Curie faleceu, em resultado de um acidente, quando o governo francês ofereceu a Marie uma pensão anual como a viúva de Pierre, ela recusou-a, afirmando que tinha apenas 38 e poderia trabalhar. O que ela realmente desejava era um laboratório para continuar a sua investigação. O futuro de Marie como cientista estava em risco após a morte de Pierre, contudo, por insistência de alguns colegas, o conselho da Faculdade de Ciências decidiu atribuir-lhe a cátedra de Pierre e a direcção do laboratório. Ela foi nomeada dois anos depois como professora catedrática. A partir daí desempenhou um papel cada vez mais importante nas comunidades científicas francesa e internacional.
No seu laboratório, parte do trabalho foi dedicada ao estudo das propriedades físicas e químicas dos elementos radioactivos, com particular incidência no desenvolvimento de diferentes aplicações para esses elementos, particularmente nos campos da medicina e na produção industrial.
Da sua conferência quando da atribuição do prémio Nobel em 1911, ficou claro que, dominando áreas de química e de radioactividade, ela foi pioneira no conceito de química com base no "átomo". A palestra de Marie Curie resumiu o estado da arte dessa "nova ciência" que criou, hoje conhecida como radioquímica. Tal pode ser descrito como o nascer de uma nova escola de pensamento em química, e nas ciências em geral, centrada sobre o átomo. Neste contexto, é interessante notar que a filha de Pierre e Marie Curie, Irène, e seu marido, Frédéric Joliot, descobriram a radioactividade artificial. Tendo sido agraciados com o Prémio Nobel em 1935 por esta descoberta, um ano após Marie Curie ter falecido.




gente la em cima era pa ter colocado 1894 mais colocaram foi 1984.....
ResponderEliminarObrigada, já corrigimos.
Eliminarprecisa ter a tabela periodica
ResponderEliminarHá várias coisas sobre a Tabela Periódica noutros posts, por exemplo aqui:
Eliminarhttp://umaquimicairresistivel.blogspot.pt/2011/06/breve-historia-da-tabela-periodica.html
Marie Curie não foi incentivada por Henri Becquerel a estudar os "raios urânicos". Marie Curie decidiu que a sua dissertação de doutoramento se centraria nessa matéria. Marie Curie procurou trilhar o seu próprio caminho, o qual se tornou tão fascinante que acabou por arrastar Pierre Curie para o novo campo de investigação.
ResponderEliminarInformação obtida na National Geographic Edição Especial Marie Curie
Agradeço o esclarecimento.
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